O edifício do Memorial às Vitimas dos conflitos políticos, que tem o formato de um abraço, representa aquilo que de mais significativo pode existir para um povo, a união, o encurtar de distâncias entre partes antes desavindas, o perdão, o acolhimento e a compreensão do passado, o ultrapassar de mágoas, a reconciliação e o caminhar para o futuro de mãos dadas e corações sarados, afirmou, hoje, o Presidente da República, João Lourenço.
Na mensagem escrita no Livro de Honra do Memorial, o Chefe de Estado considerou que a construção do presente Monumento às vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola no período entre 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002, é o culminar de todo um processo de cura, de perdão, de serenar de almas, de pacificação das pessoas e da sociedade, de união e de encontro com a nossa história, história.
“A construção da nossa historia compreende momentos bons e maus e todos eles serviram para fortalecer os pilares da nossa Nação. Hoje, solidificamos mais um pilar dessa história, o pilar da reconciliação, da compreensão e do perdão, dando provas de que só é possível construir um país com união e com solidariedade”, escreveu o Presidente da República.
“Hoje transformamos a dor em cura e o passado em história, no qual honramos a memória dos nossos compatriotas que pereceram em momentos e circunstâncias complexas. Neste Monumento selamos o compromisso vivo de que todos importam e que tudo taremos para que a nossa historia seja conhecida e partilhada”, lê-se no documento.
Segundo o Chefe de Estado, “essa história que registamos neste lugar e com este Monumento servirá para que as gerações vindouras compreendam as várias nuances da nossa história e não permitam que o passado se apague, nem que os erros se repitam”.
“Hoje encerramos um capítulo da nossa história e, com ele, solidificamos o princípio que nos norteia . Um só Povo Uma só Nação”, concluiu o estadista angolano.




