O rei do Bailundo, Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, classificou como falsa e sem qualquer fundamento a associação do seu nome a um alegado apoio à candidatura do general Higino Carneiro à liderança do MPLA
O soberano ovimbundu desmentiu categoricamente ter manifestado, por qualquer via, apoio político ao general, contrariando informações postas a circular nas redes sociais. Em declarações à imprensa na sede do Reino, na província do Huambo, o monarca afirmou ter recebido a notícia com surpresa. Explicou que, assim que tomou conhecimento do assunto, convocou de imediato a corte da Ombala Yo Mbalundu para analisar o teor das publicações. “Após uma avaliação minuciosa, concluímos que estas informações não correspondem à verdade; são totalmente falsas”, afirmou o soberano. Tchongolola Tchongonga revelou que, inicialmente, a corte equacionou a possibilidade de o conteúdo ter sido gerado por ferramentas de Inteligência Artificial. Contudo, constatou-se posteriormente que as declarações foram efectivamente proferidas pelo general Higino Carneiro, que alegou publicamente o apoio do Reino do Bailundo através de 75 subscrições recolhidas para a sua candidatura. “Essa afirmação é completamente falsa”, reiterou Ekuikui VI. O rei sublinhou que a instituição tradicional sempre pautou a sua actuação pela preservação da cultura, das tradições e da identidade do povo Ovimbundu, salvaguardando uma posição de estrita neutralidade em matérias de foro político-partidário. “A Ombala Yo Mbalundu é uma instituição consuetudinária e não um actor político. Recebemos cordialmente todos os cidadãos, bem como representantes de quadrantes políticos, religiosos e sociais, mas não permitimos que as visitas de cortesia ao Reino sejam instrumentalizadas para promover agendas partidárias”, esclareceu. O monarca lançou um desafio público para que sejam apresentadas provas documentais das alegadas 75 subscrições que o general diz terem sido recolhidas na Ombala. “Não aceitaremos que utilizem fotografias de cortesia tiradas connosco para sustentar pretensões políticas”, advertiu Ekuikui VI, apelando aos actores políticos para que conduzam as suas campanhas com ética, responsabilidade e respeito pelas autoridades tradicionais.




