Renova Angola “crítica excessivo endividamento e defende reformas como solução de governação”

O presidente do Renova Angola, nascido das cinzas do Palma, partido coligado à CASA-CE, Manuel Fernandes, fez duras críticas ao modelo de governação, onde o Executivo recorre-se sempre aos empréstimos para dar sustento ao Orçamento Geral do Estado (OGE).
“Quando quase metade do orçamento serve para pagar empréstimos, o país deixa de investir nas pessoas e passa apenas a administrar urgências”, sublinhou, acrescentando que este modelo não gera crescimento económico, mas sim dependência permanente.
Para Manuel Fernandes, o OGE-2026 confirma um modelo esgotado, onde frequentemente o Estado angolano gasta mais do que produz e recorre à dívida para se manter de pé.
“A prioridade continua invertida, ou seja, primeiro a dívida, depois o Estado, e para o povo ficam sempre as mesmas promessas”, frisou numa publicação da sua rede social, afirmando que “sectores como educação, saúde, juventude e emprego, seguem sempre sacrificados por um orçamento que não transforma, mas apenas adia problemas.
Manuel Fernandes disse que “Angola não precisa de mais endividamento para sobreviver, mas que precisa de produção, reformas e coragem política para se mudar o modelo de governação”.
Recordar que esta análise surge num contexto em que o Estado angolano vai cada vez mais contraindo empréstimos, numa altura em que o OGE-2026 destina quase 46% para o pagamento do serviço da dívida pública.


