Pelo menos dez países africanos estão entre os afectados pelas novas restrições impostas por Israel à entrada de pilotos e tripulantes de voos estrangeiros.
De acordo com relatos da imprensa internacional, a medida abrange tripulantes de Estados que não mantêm relações diplomáticas formais com Israel, que ficarão proibidos de entrar no território israelita.
Segundo o Times of Israel, citado pela Africanews, a companhia aérea francesa Air France informou os seus funcionários que as restrições abrangem 31 países, enquanto um memorando interno da companhia norte-americana United Airlines lista 29 países, incluindo Argélia, Comores, Djibuti, Líbia, Mali, Mauritânia, Níger, Somália, Sudão e Tunísia.
A proibição estende-se a funcionários com dupla nacionalidade, situação que está a causar constrangimentos na gestão de pessoal das companhias aéreas, obrigadas a reorganizar as suas escalas para cumprir as novas exigências.
As novas regras surgem na sequência de um incidente ocorrido no mês passado, quando o copiloto omanita de um voo proveniente do Dubai com destino a Tel Aviv terá atacado o comandante e tentado assumir o controlo da aeronave.
Após o incidente, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou uma revisão de segurança da aviação civil estrangeira com destino ou origem em Israel, da qual resultaram as actuais restrições.




