O presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Gunza, apelou terça-feira, em Luanda, aos estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto (UAN) para apostarem no aperfeiçoamento técnico e no desenvolvimento constante das suas competências.
Ao intervir no painel “Trajectória Académica e Percurso Profissional”, inserido na iniciativa “Conversas com os Alunos”, o magistrado sublinhou que a formação jurídica exige disciplina e rigor, por lidar com uma área que requer profissionais altamente preparados e comprometidos com a ética.
Durante a partilha do seu percurso científico, Sebastião Gunza defendeu a necessidade de os académicos estabelecerem metas claras de crescimento e rejeitarem a acomodação.
O juiz conselheiro acrescentou que o saber não deve ser acumulado para benefício individual, mas sim colocado ao serviço do desenvolvimento da sociedade.
O magistrado lamentou ainda o facto de existirem pessoas que retêm a informação apenas para si, demonstrando dificuldades de partilha, ao passo que outras transmitem o que aprendem com autoridade e responsabilidade.
“Sejam pessoas do bem, boas e agradáveis. Desenvolvam habilidades, protejam a natureza e façam o bem”, exortou.
Faculdade de Direito da UAN
Na ocasião, Sebastião Gunza enalteceu o papel fundamental da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto na formação de juristas e de ilustres dirigentes da nação, classificando a instituição como uma referência incontornável e a verdadeira memória jurídica de Angola.
“Não posso conceber que alguém formado nesta casa — que é o epicentro, a referência e a memória do Direito no país, e que moldou a maior parte dos nossos governantes e prestigiados juristas — não consiga construir uma carreira sólida e autónoma no mercado”, sublinhou.
O presidente do Tribunal de Contas lembrou ainda aos estudantes que a licenciatura em Direito abre portas a um vasto leque de carreiras, ultrapassando os limites tradicionais da advocacia ou da magistratura. “Quem estuda Direito tem múltiplas opções. Pode seguir a advocacia, ser juiz, conservador, embaixador ou consultor. Há um mundo de oportunidades à vossa espera”, incentivou.
Sebastião Gunza enfatizou que a sociedade angolana moderna, em pleno crescimento e diversificação económica, exige juristas polivalentes.
Segundo o magistrado, o ecossistema empresarial, o sector bancário, a diplomacia e a administração pública dependem directamente de técnicos capazes de interpretar leis e garantir a segurança jurídica dos negócios e das instituições, tornando o curso um dos mais flexíveis do mercado.




