A importância do envolvimento dos jovens na governação dos recursos hídricos foi destacada, esta Quinta-feira, pelo director-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, quando discursava na abertura da 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, que decorre até esta Sexta-feira, no Palácio de Convenções de Luanda.
Na ocasião, de acordo com um comunicado do CIPRA a que o VerAngola teve acesso, o responsável realçou a "importância de envolver os jovens na governação dos recursos hídricos, tendo em conta que são parceiros activos na procura de soluções para os desafios relacionados com a água".
De acordo com Khaled El-Enany, "a gestão destes recursos não constituem apenas um desafio técnico, mas também uma oportunidade para reforçar a cooperação, a estabilidade e a construção da paz".
"A UNESCO contribui para este processo, disponibilizando plataformas de diálogo, promovendo a cooperação e apoiando iniciativas conjuntas", referiu o director-geral da UNESCO, citado na nota.
O responsável também reafirmou o compromisso da UNESCO "em trabalhar com Angola, a União Africana e os respectivos parceiros para transformar as iniciativas debatidas em resultados concretos para todo o continente".
Já o Presidente do Burundi e presidente em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, expressou, "através de uma mensagem lida pelo vice-presidente do país, Prosper Bazombanza, o seu compromisso com o reforço da prevenção e da resolução de conflitos em África".
"Na mensagem, apelou aos Estados-membros da União Africana, à comissão da organização e às Comunidades Económicas Regionais para intensificarem os esforços em prol da diplomacia da água, da integração regional e da promoção de uma cultura de paz", lê-se no comunicado.
Também defendeu "uma gestão concertada dos recursos hídricos transfronteiriços e das fronteiras africanas, com vista a assegurar uma utilização sustentável e a prevenir conflitos entre os Estados".
"No domínio das infra-estruturas e dos investimentos nos sectores da água e do saneamento, é a favor do reforço do capital humano, da implementação de mecanismos de financiamento económicos e inovadores e do incentivo a investimentos públicos e privados", refer o comunicado.
O Presidente do Burundi e presidente em exercício da União Africana também expressou "confiança na capacidade dos países africanos para consolidarem os resultados da Bienal de Luanda, transformando-os num instrumento de diplomacia preventiva e reforçando o papel central da governação da água na prevenção, mediação e resolução de conflitos no continente".
O Presidente da República, João Lourenço, também proferiu um discurso na abertura da bienal, enquanto a mensagem de boas-vindas foi proferida pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca.
Na ocasião, Dionísio da Fonseca "disse esperar que os debates da bienal contribuam para o fortalecimento da diplomacia da água, a gestão sustentável das bacias hidrográficas partilhadas e a criação de mecanismos eficazes de mediação e resolução pacífica de conflitos".
O ministro augurou igualmente que "as reflexões produzidas durante o encontro devem traduzir-se em políticas públicas consistentes, investimentos estruturantes, conhecimento científico e inovação tecnológica, capazes de garantir às populações africanas um acesso mais equitativo à água potável e ao saneamento seguro", refere outro comunicado do CIPRA a que o VerAngola teve acesso.
A 4.ª edição da Bienal de Luanda tem como lema "Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos".




