Luanda – O alto representante do presidente da Comissão da União Africana, Mohamed Chambas, apelou, esta sexta-feira, em Luanda, ao reforço da formação em diplomacia da água no continente, com o envolvimento da Universidade Pan-Africana e das instituições regionais.
Luanda – O alto representante do presidente da Comissão da União Africana, Mohamed Chambas, apelou, esta sexta-feira, em Luanda, ao reforço da formação em diplomacia da água no continente, com o envolvimento da Universidade Pan-Africana e das instituições regionais.
Ao intervir na sessão de encerramento da 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não Violência, o responsável considerou o aperfeiçoamento da formação crucial para reforçar as estratégias de prevenção de conflitos.
Mohamed Chambas recomendou também a melhoria da partilha de dados sobre os recursos hídricos, bem como a inclusão de mulheres e jovens na elaboração de projectos ligados ao sector das águas.
O responsável apontou ainda a educação para a paz nas escolas e nas comunidades e a inovação digital como instrumentos importantes para apoiar os processos de tomada de decisão.
Por sua vez, a directora-geral adjunta para a Prioridade África e Relações Internacionais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Lídia Brito, reiterou o compromisso da instituição com a concretização das recomendações da Bienal, que considerou um modelo de promoção da paz no continente.
A responsável salientou a relevância das abordagens desta edição, que reforçaram o papel da água como catalisador da cooperação, do diálogo e da paz em África.
A Bienal de Luanda 2026 é uma iniciativa do Governo angolano, da União Africana (UA) e da UNESCO, destinada a promover a cultura de paz e a cooperação na gestão sustentável dos recursos hídricos.
Com a duração de dois dias, o certame reuniu representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil.
Durante o evento, realizou-se um diálogo intergeracional de alto nível sobre governação inclusiva, com a participação de chefes de Estado e de Governo, jovens líderes africanos e representantes da diáspora, além de um painel sobre água, paz e cooperação transfronteiriça.
O programa incluiu debates sobre diplomacia da água, integração regional e mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, com a participação de responsáveis governamentais, diplomatas e especialistas de vários países africanos.
Os trabalhos abordaram igualmente a participação comunitária na governação da água, os direitos humanos, as alterações climáticas, a migração, a resiliência climática e os investimentos em infra-estruturas hídricas e na formação de capital humano.
A programação contemplou ainda a análise de mecanismos de financiamento e de parcerias público-privadas para ampliar o acesso à água e ao saneamento, considerados factores essenciais para a saúde pública, a segurança alimentar e a estabilidade das comunidades.
O evento culminou com a adopção da Declaração da Bienal de Luanda 2026 e de um comunicado final da União Africana e da UNESCO.ACC




