O Partido União Patriótica (PUP) pretende incentivar novas iniciativas nacionais de acesso a serviços essenciais como saúde, ensino, emprego, habitação e bem-estar social, afirmou ontem, em Luanda, o líder da organização, António Barros “Tony Barros”.
Em conferência de imprensa realizada no Memorial Dr. António Agostinho Neto, na Nova Marginal, o político esclareceu que essa visão se enquadra na filosofia do liberalismo social. De acordo com Tony Barros, o PUP posiciona-se como uma força política de centro, rejeitando os extremos de esquerda ou de direita. O partido optou por uma doutrina que apoia a intervenção do Estado na garantia de serviços públicos fundamentais.
O projecto de governação da nova formação partidária — reconhecida oficialmente pelo Tribunal Constitucional (TC) a 10 de Setembro de 2026 — preconiza o modelo de economia mista, a expansão dos direitos civis e políticos, além da justiça social. “Isso significa que defendemos a liberdade para empreender, produzir e criar riqueza, mas sempre de mãos dadas com a justiça social”, enfatizou o líder partidário.
Engenheiro de formação, Tony Barros sustentou que o PUP surge no panorama angolano como um agente de soluções práticas para as preocupações mais urgentes do cidadão, lamentando o facto de o país continuar dependente da importação de bens que possui plena capacidade de produzir. O dirigente assegurou ainda que a nova força política não foi constituída para rivalizar de forma destrutiva, espalhar intolerância ou alimentar a confusão com as demais formações, mas sim para enriquecer o debate democrático nacional.




