UNITA critica modelo económico e aponta dependência excessiva do petróleo

A UNITA considera que Angola continua excessivamente dependente do petróleo, da dívida pública e da forte concentração de recursos nas mãos do Estado, fatores que, na visão do partido, têm dificultado a transformação estrutural da economia nacional.
Segundo o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, os sucessivos programas de estabilização e diversificação económica anunciados pelo Executivo não produziram os resultados esperados em termos de crescimento sustentável, criação de emprego e redução da vulnerabilidade económica do país.
Ao apresentar um diagnóstico económico e social sobre Angola, o líder do maior partido da oposição afirmou que os principais desafios do país são de natureza estrutural e estão ligados à qualidade das instituições, aos incentivos económicos existentes e à forma como o poder político e económico se encontra organizado.
De acordo com os dados apresentados pela UNITA, o petróleo continua a representar cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), 60% das receitas fiscais e aproximadamente 95% das exportações nacionais. O partido sustenta que mais de três quartos da atividade económica permanecem direta ou indiretamente dependentes do sector petrolífero.
Para Adalberto Costa Júnior, esta realidade mantém Angola vulnerável às oscilações dos preços internacionais do crude e limita a capacidade do país de construir uma economia mais diversificada e resiliente.
“Angola continua a transformar recursos naturais em dependência económica, receitas petrolíferas em fragilidade estrutural e juventude em promessa adiada”, afirmou o dirigente político.
A UNITA defende, por isso, uma maior aposta na produção nacional, no fortalecimento das instituições e na criação de condições favoráveis ao investimento privado, como forma de reduzir a dependência do petróleo e impulsionar um desenvolvimento económico mais sustentável.


