O secretário-geral da UNITA, Liberty Chiyaka, defendeu a adopção de políticas e incentivos económicos e sociais capazes de atrair investimento privado e quadros técnicos qualificados para o Moxico-Leste.
Liberty Chiyaka prestou estas declarações à TPA na última quarta-feira, no encerramento de uma visita de trabalho à província do Moxico-Leste. A jornada teve como objectivos acompanhar a organização e consolidação das estruturas partidárias na nova divisão administrativa do país, auscultar as comunidades e avaliar os principais desafios locais.
O político considerou necessário que o Executivo crie mais condições para incentivar o investimento local e tornar a província mais atractiva para profissionais qualificados, evitando a concentração de quadros nas grandes cidades, sobretudo nas regiões do litoral.
“É importante que o Governo defina políticas que possam atrair investimento local, incentivos que possam atrair quadros técnicos para trabalhar cá na província do Moxico-Leste”, defendeu ao apontar a existência de vários desafios que condicionam o desenvolvimento da região, entre os quais as vias de comunicação, acesso à água potável, produção, emprego, segurança alimentar e a diversificação da economia.
Para o secretário-geral da UNITA, apesar das dificuldades, o Moxico-Leste possui potencialidades que podem ser aproveitadas para promover o desenvolvimento económico e social.
“O desafio do Governo é transformar as potencialidades em riqueza, em capacidade real para o benefício das comunidades”, afirmou, acrescentando que a acção governativa deve estar orientada para a melhoria efectiva da qualidade de vida dos cidadãos, considerando que a “vontade de mudar as condições das populações deve constituir uma prioridade”.
Preocupação com a estrada Luau-Cazombo
Durante a deslocação ao Moxico-Leste, a delegação da UNITA percorreu, igualmente, a estrada que liga o Luau ao Cazombo, actualmente em processo de reabilitação.
O secretário-geral manifestou preocupação com a qualidade dos trabalhos observados, tendo referido que a presença de grandes quantidades de areia na via suscitou dúvidas quanto à durabilidade da futura estrada.
Neste sentido, disse esperar que os trabalhos correspondam apenas à primeira fase da intervenção e apelou ao Governo e às empresas responsáveis pela empreitada para assegurarem qualidade e durabilidade na construção da via.




