A vice-presidente do MPLA saudou esta Terça-feira os militantes que cumprem as orientações da liderança, "mesmo quando a estratégia do partido não corresponde aos seus interesses pessoais".
Mara Quiosa discursava na abertura do acto inaugural do ciclo de conferências que antecedem ao IX congresso ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que se realiza entre 9 e 10 de Dezembro deste ano.
"Não podemos, em nome da democracia interna, esquecer a nossa história, a nossa cultura política e a nossa mística. Não podemos, em nome da diferença de opinião, esquecer a responsabilidade que temos de assegurar um partido forte, unido e disciplinado", disse Mara Quiosa.
"Saúdo aqueles camaradas que percebem de forma clara e inequívoca que os interesses do MPLA estarão sempre acima dos nossos anseios individuais", referiu.
Mara Quiosa exortou aos militantes do partido no poder "para que se respeitem escrupulosamente" os estatutos e os regulamentos do partido.
"E cerremos fileiras em torno da nossa bandeira e do nosso líder, o camarada presidente João Lourenço, manifestando apoio incondicional à sua liderança", frisou.
Actualmente decorre o período para a apresentação de candidaturas à liderança do MPLA no âmbito da realização do IX congresso ordinário do partido.
Na corrida à liderança do MPLA estão João Lourenço, Higino Carneiro, José Carlos Almeida e António Venâncio, que já manifestaram essa intenção.
Segundo a Constituição, João Lourenço não pode candidatar-se a um terceiro mandato como Presidente da República.
A subcomissão de candidaturas do IX Congresso Ordinário do MPLA validou já a recandidatura do actual presidente do partido e de Angola a 5 de Junho, tendo submetido mais de 11 mil assinaturas de apoio.
Higino Carneiro submeteu a sua candidatura a 25 de Junho, mas foi rejeitada e anulada pelo partido em Julho passado.
O ex-general apresentou uma reclamação no Tribunal Constitucional sobre a anulação da sua candidatura à presidência do MPLA, por alegadas "graves irregularidades" no processo, entre as quais assinaturas de "supostos militantes" não inscritos nos comités de acção do partido (CAP), cartões descontinuados com datas de emissão recentes, listas assinadas por uma única pessoa em nome de vários e bilhetes de identidade falsos.
Das 19.158 fichas de subscrição que o mandatário da candidatura declarou ter entregado, a subcomissão apurou que constavam apenas 14.493, das quais 2561 válidas (17,6 por cento), 9659 não válidas (66,6 por cento) e 2273 falsas (15,6 por cento).
O prazo para a entrega de candidaturas à presidência do MPLA iniciou-se a 28 de Março e encerra a 25 de Outubro.




