Acidente em Lupupa mata 11 e fere 51

Resumo: Despiste e capotamento de um autocarro em Lupupa, Cuanza Sul, causaram 11 mortos e 51 feridos. Autoridades apontam excesso de lotação, falha mecânica e velocidade como fatores principais.
Pontos-chave
Na madrugada do incidente em Lupupa, um autocarro que seguia das províncias do Bié e Moxico para Luanda despistou-se e capotou, resultando em 11 mortos e 51 feridos. As equipas de socorro atuaram no local e encaminharam as vítimas para hospitais regionais; sete passageiros saíram ilesos, segundo relatos oficiais das autoridades locais.
O comando da UTSER e a Polícia Nacional levantaram apontamentos sobre as causas imediatas: excesso de lotação, estado técnico deficitário do veículo e um pneu que estourou durante o percurso. Testemunhas e responsáveis indicaram que o autocarro transportava mais passageiros do que os 51 permitidos, agravando as consequências do acidente e dificultando as operações de salvamento.
Entre os feridos, vários apresentavam traumatismos cranianos e fracturas expostas, sendo sete deles transferidos para o Hospital Geral do Huambo para tratamento especializado. No Hospital Geral do Sumbe foram assistidos outros 32 feridos, alguns já recebendo alta. As autoridades médicas estão a priorizar casos graves e a coordenar transferências para centros com maior capacidade.
As investigações preliminares apontam para uma combinação de fatores: velocidade excessiva, possível fadiga do motorista, e desgaste mecânico do autocarro da marca Scania. O supervisor hospitalar e o porta-voz policial destacaram a necessidade de fiscalização mais rigorosa sobre lotação e condições técnicas dos veículos de transporte interprovincial, bem como campanhas de sensibilização sobre segurança rodoviária.
Famílias das vítimas e comunidades locais foram mobilizadas para apoio às operações e identificação dos falecidos. Autoridades locais anunciaram abertura de procedimentos para responsabilização e endurecimento de controles sobre autocarros de transporte público. Enquanto as investigações continuam, mantém-se o apelo às empresas e condutores para cumprir limites de lotação e manutenção preventiva dos veículos.



