AGT investiga 35 crimes tributários

Resumo: A AGT analisou 35 casos suspeitos de fraude e fuga ao fisco nos primeiros seis meses do ano. Os processos ainda estão em fiscalização e não há valor de prejuízo definido.
Pontos-chave
Nos primeiros seis meses do ano, a Administração Geral Tributária identificou 35 casos suspeitos ligados a fraude e fuga ao fisco, incluindo matérias fiscais e aduaneiras. Os processos seguem em fase de fiscalização, o que impede, para já, determinar se houve irregularidades e apontar, com precisão, os responsáveis envolvidos.
A informação foi avançada em Luanda por Noémia Silva Ido, chefe do Departamento de Investigação da Direcção de Serviços Antifraude da AGT, à margem da Executive Masterclass 2026. A responsável explicou que as equipas continuam a recolher elementos para confirmar a dimensão dos factos e concluir a análise de cada processo.
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Segundo a AGT, ainda não é possível calcular o montante alegadamente perdido pelo Estado, porque os casos permanecem sob investigação. A instituição sublinha que a apuração depende da fase de fiscalização e da validação das provas, além do direito de defesa dos eventuais infratores antes de qualquer conclusão definitiva.
O tema esteve em debate num encontro organizado pela AGT em parceria com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o lema “Fraude Fiscal, Branqueamento e Corrupção: Quem, Onde e Como?”. Especialistas e responsáveis discutiram mecanismos de combate à fraude fiscal, ao branqueamento de capitais e à corrupção, bem como desafios de responsabilização.
A PGR salientou que a criminalidade económico-financeira se tornou mais sofisticada e transnacional, recorrendo a estruturas complexas para dificultar a deteção. Para as autoridades, os crimes tributários não surgem isolados e podem estar ligados ao branqueamento de capitais, reforçando a necessidade de coordenação entre investigação, acusação e julgamento.


