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Resumo: O Grupo Carrinho comprou a participação de 33,35% do BFA ao BPI por 388,5 milhões de euros. A operação reforça a presença do grupo na banca angolana, mas ainda depende de autorizações regulatórias em Angola e do eventual exercício de preferência da Unitel.
O BPI acordou vender ao grupo angolano Carrinho a sua participação de 33,35% no BFA, operação avaliada em 388,5 milhões de euros. O negócio envolve a Congolian Financial, veículo ligado aos irmãos Nelson e Rui Carrinho, e marca a saída do banco português de um activo que vinha sendo desinvestido há anos.
A transacção prevê uma tranche fixa de 345 milhões de euros no fecho e uma tranche diferida de cerca de 43,5 milhões, paga em Maio de 2027. Há ainda uma componente variável, associada a metade do dividendo do BFA relativo a 2026, também com liquidação futura, conforme o comunicado do BPI.
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Apesar do acordo, a operação continua dependente de condições regulatórias e legais. Entre elas estão a não oposição do Banco Nacional de Angola, a confirmação da Comissão do Mercado de Capitais sobre a inexistência de OPA obrigatória e o eventual exercício, pela Unitel, do direito de preferência previsto no pacto parassocial.
Para o Grupo Carrinho, a compra reforça uma estratégia de expansão no sector financeiro. O conglomerado, sediado em Benguela, já controla o e o , e passa agora a ampliar a sua influência numa das instituições mais rentáveis de Angola, com presença directa em três bancos.
O BPI registava as acções do BFA por 379 milhões de euros no balanço de Junho de 2026, pelo que a venda poderá gerar um impacto positivo moderado nos capitais próprios. O negócio também confirma a tendência de redução da exposição do banco português em Angola, recomendada pelo BCE desde 2017.
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