Angola assinala 50 anos na ONU e destaca soberania, multilateralismo e possível regresso ao Conselho de Segurança

Imagem: ANGOP
Resumo: Francisco da Cruz classificou a admissão de Angola na ONU, em 1 de Dezembro de 1976, como marco da soberania nacional e disse que as celebrações dos 50 anos vão projectar o futuro da diplomacia angolana. No mesmo contexto, afirmou que o discurso de João Lourenço na 81.ª Assembleia Geral teve impacto internacional e reforçou a presença do país na organização.
Pontos-chave
A admissão de Angola na ONU, a 1 de Dezembro de 1976, foi apresentada por Francisco da Cruz como um momento decisivo para a afirmação internacional da soberania do Estado angolano. O diplomata disse que, ao longo de cinco décadas, o país passou de recém-independente para um actor mais activo no sistema multilateral, com participações no Conselho de Segurança, no Conselho dos Direitos Humanos e em debates sobre desenvolvimento, dívida e alterações climáticas.
[1] ANGOPAs comemorações dos 50 anos da presença de Angola nas Nações Unidas incluem sessões com dirigentes da ONU, autoridades angolanas, diplomatas e antigos representantes permanentes, além de um livro sobre a trajectória do país na organização e uma homenagem a diplomatas falecidos. Francisco da Cruz disse que o programa pretende celebrar o passado, valorizar o percurso diplomático e projectar os próximos 50 anos da presença angolana no sistema multilateral.
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No mesmo ciclo de declarações em Nova Iorque, o embaixador afirmou que o discurso de João Lourenço na 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU teve grande impacto internacional e gerou comentários positivos nos corredores da organização. Segundo Francisco da Cruz, foi relevante o Presidente ter falado no primeiro dia e entre os primeiros intervenientes, associando a posição de Angola a temas como reforma do Conselho de Segurança, dívida, Carta da ONU, direito internacional, Cuba, Ucrânia e conflitos em África.
[2] ANGOPFrancisco da Cruz defendeu ainda uma reforma do Conselho de Segurança para incluir membros permanentes africanos e admitiu que Angola trabalha para voltar a ocupar o órgão por rotação. Sobre o próximo secretário-geral da ONU, disse esperar uma figura comprometida com a Carta das Nações Unidas, o multilateralismo, o direito internacional e os desafios de desenvolvimento do Sul Global.
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