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Resumo: Angola e Botswana reforçaram a cooperação em Luanda com foco em diamantes, energia, pecuária e turismo. Os dois países querem atrair investimento, reduzir barreiras e ampliar a influência africana em sectores estratégicos.
Em Luanda, Angola e Botswana assinaram três instrumentos de cooperação para consolidar uma relação económica mais ampla. O pacote inclui entendimentos sobre Defesa, Comissão Binacional e Pecuária, enquanto os dois governos identificam áreas com forte potencial, como energia, refinação de petróleo, diamantes, agropecuária, pesca, turismo e infra-estruturas logísticas.
No sector diamantífero, João Lourenço e Duma Boko defenderam uma acção conjunta para proteger o valor dos diamantes naturais face à expansão dos sintéticos. Angola quer ainda entrar no capital da De Beers, vendo na parceria com o Botswana uma via para reforçar presença africana na cadeia global do negócio.
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A cooperação também mira a pecuária e o turismo de conservação. Angola pretende beneficiar da experiência botswanesa na produção de carne bovina, melhoramento genético e criação de sémen e embriões, além de aproveitar a gestão de áreas naturais para desenvolver projectos no KAZA e nos parques do Luengue-Luiana.
O Fórum Económico Angola-Botswana destacou a complementaridade entre as duas economias e a necessidade de remover barreiras ao comércio e ao investimento. José de Lima Massano sublinhou reformas estruturais em Angola e a integração financeira na SADC, enquanto convidou empresários botswaneses a explorar oportunidades no mercado angolano.
Do lado do Botswana, Duma Boko afirmou que a relação bilateral pode apoiar o crescimento e a transformação do continente. O Governo botswanês quer proteger investidores e promover novas parcerias, num momento em que ambos os países procuram mais receitas, maior circulação de bens e pessoas e benefícios duradouros para as suas economias.
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