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Resumo: Visita de João Lourenço ao Egipto fecha acordos em infra-estruturas e telecomunicações e alinha prioridades em saúde, fármacos, turismo e segurança.
Em 29 de abril de 2025, João Lourenço iniciou visita oficial de dois dias ao Cairo a convite de Abdel Fatah Al-Sisi. A delegação angolana — ministros das Relações Exteriores, Obras Públicas e Telecomunicações — foi recebida no Palácio de Heliópolis, marcando a primeira deslocação bilateral de alto nível desde a viagem histórica de Al-Sisi a Luanda em 2023, consolidando laços forjados na luta anticolonial.
Durante a sessão plenária, os chanceleres Téte António e Sameh Shoukry firmaram dois acordos: um sobre obras públicas — incluindo estradas, pontes e habitação económica — e outro que cobre telecomunicações, serviços postais e tecnologias de informação. “O Egipto tem vantagem comparativa em infra-estruturas”, sublinhou António, enquanto Al-Sisi falou em tornar o eixo Cairo-Luanda um corredor de investimento industrial e turístico.
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Os presidentes concordaram em dar nova dinâmica a áreas pouco exploradas nas últimas cinco décadas de relações formais. Lourenço listou defesa, combate ao terrorismo e produção de vacinas; Al-Sisi citou saúde, segurança, turismo e luta contra a corrupção. Ambos defenderam que parcerias público-privadas devem “subir de escala” para aproveitar o mercado combinado de 160 milhões de pessoas e reduzir custos logísticos entre os dois continentes.
O chefe da diplomacia angolana lembrou que Angola preside à União Africana em 2025 e organizará a . Segundo Téte António, a experiência egípcia em megaprojetos — do Canal de Suez ampliado à Nova Capital Administrativa — será “capitalizada” por Luanda para acelerar estradas transafricanas, portos de águas profundas e corredores ferroviários que liguem o Atlântico ao Índico.
Fora da política, Lourenço visitou a Gypto Pharma, complexo com 20 linhas capazes de produzir 150 milhões de embalagens anuais, e reuniu-se com empresários egípcios no Conselho de Investimento Exterior. O encontro lançou roteiros para joint-ventures em medicamentos genéricos, cimento e energias renováveis. A comitiva encerrou a agenda no Museu Egípcio antes de regressar a Luanda em 30 de abril.
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