Angola emite US$1,5 bilhões em Eurobonds

Resumo: Angola regressa aos mercados internacionais com emissão de US$1,5 bilhões em Eurobonds, operação que incluiu recompra de títulos e busca melhorar o perfil da dívida pública.
Pontos-chave
O Ministério das Finanças anunciou a emissão de US$1,5 bilhões em Eurobonds, realizada no âmbito de uma operação integrada de gestão de passivos que combinou a recompra de dois títulos em circulação com a colocação de novos instrumentos com maturidades em 2031 e 2037, refletindo uma estratégia para atuar diretamente na estrutura do stock da dívida pública nacional.
A oferta registou procura significativa, com livro de ordens avaliado em cerca de US$4,01 bilhões, sinalizando confiança dos investidores na trajetória macroeconómica do país; esta procura robusta foi destacada como evidência positiva da consistência da política financeira e do posicionamento de Angola nos mercados financeiros internacionais, contribuindo para consolidar a curva de rendimentos e aprofundar relações com investidores estrangeiros.
Segundo a nota oficial, a operação visa melhorar o perfil da dívida ao reduzir riscos de refinanciamento e equilibrar o calendário de maturidades, assegurando suporte à execução orçamental e continuidade das prioridades definidas no Orçamento Geral do Estado, conforme previsto no Plano Anual de Endividamento 2026; a ação enquadra-se na Estratégia de Endividamento de Médio Prazo 2026-2028 como medida proativa.
As novas emissões apresentam taxas de cupão fixadas em 8,25% (maturidade 2031) e 9,5% (maturidade 2037), termos que foram considerados adequados para permitir ao Estado atuar com maior solidez no financiamento das políticas públicas, reduzindo pressão sobre o curto prazo e promovendo estabilidade na gestão da dívida pública à luz dos objetivos económicos e sociais estabelecidos pelo Governo.
O Ministério sublinhou que a operação não só fortalece a confiança dos investidores no futuro do país como também oferece ao Estado maior capacidade de intervenção para promover desenvolvimento económico e responder a desafios sociais, ilustrando uma abordagem fiscal e financeira orientada para a sustentabilidade da dívida e para a manutenção de relações estáveis com a comunidade de investidores internacionais.


