Angola fortalece diplomacia e atrai investimentos

Resumo: Ministros angolanos na Noruega confirmam diplomacia económica estável e investimento em energia e agroindústria, visando parcerias estratégicas.
Pontos-chave
Em 8 de outubro de 2025, em Oslo, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, discursou na Conferência África–Países Nórdicos, sublinhando o esforço de diversificação económica de Angola. Destacou a importância de uma gestão macroeconómica sólida, a modernização institucional e a criação de oportunidades sustentáveis de investimento em setores estratégicos, reforçando a diplomacia económica e o papel do setor privado no crescimento.
Massano lembrou que, em 2024, a economia angolana cresceu 4,4%, impulsionada pelo desempenho dos setores não petrolíferos, com realce para agricultura, comércio, construção e diamantes. Ressaltou reservas internacionais de cerca de 15 mil milhões de dólares, dívida pública inferior a 60% do PIB e política fiscal prudente, fatores que sustentam a confiança dos investidores e garantem estabilidade macroeconómica. Enfatizou parcerias com a Noruega em energia e tecnologia para impulsionar cooperação.
Na Conferência sobre Diplomacia Angolana realizada em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou a história de glória da diplomacia nacional, enfatizando a defesa da soberania, paz e multilateralismo justo. Sublinhou a importância de adaptação e unidade, bem como a necessidade de novos mecanismos de financiamento público e privado para apoiar projetos estruturantes e metas climáticas da Agenda 2030 e 2063.
O governante recordou que Angola ganhou reconhecimento na União Africana quando Chefes de Estado elegeram o Presidente João Lourenço como Campeão para a Paz e Reconciliação em 2024 e, posteriormente, como Presidente da UA em 2025. Este reconhecimento, segundo Téte António, reflete décadas de credibilidade e trabalho firme, consolidando Angola como potência diplomática e promotora de estabilidade regional em África.
Ao longo da missão, foi apresentada pela AIPEX uma carteira de incentivos para investimento estrangeiro nos setores de agricultura, energia renovável, pescas e mineração, realçando o Corredor do Lobito como eixo estruturante. José de Lima Massano e Téte António anunciaram sessões plenárias e reuniões bilaterais com empresas nórdicas, atraindo parcerias público-privadas e explorando oportunidades em digitalização, economia azul e infraestrutura verde.


