Angola Amplia Produção de Cobre Subterrâneo

Resumo: Angola prepara inauguração de minas de cobre subterrâneo em Tetelo e Uíge, reforçando a cadeia de valor local e atraindo investimentos privados.
Pontos-chave
Em 22 de outubro de 2025, o Governo de Angola anunciou a inauguração de duas minas de cobre, a de Tetelo (subterrânea) e a de Mavoio (a céu aberto). O evento, liderado pelo ministro Diamantino Pedro Azevedo, marcou a aposta estatal na transição energética e na diversificação econômica do país, reforçando o papel estratégico do setor mineiro privado e público nacional.
A mina de Tetelo, na província do Uíje, será a primeira exploração subterrânea de cobre do país, enquanto a de Mavoio retoma atividades após cinco décadas de inatividade. O projeto da Shining Star Icarus envolve investimento de mais de 250 milhões de dólares e prevê produção diária de 2.500 toneladas, gerando mais de mil empregos qualificados e sustentáveis, diretos e indiretos.
O executivo angolano prioriza a criação de uma cadeia de valor local, evitando exportações de matéria-prima. A refinaria de ouro, gerida pela Endiama, será inaugurada em breve, agregando valor ao metal nobre. Além disso, o quartzo de alta pureza agora é processado internamente para produzir silício metálico, com planos para fabricação de materiais policíclicos para painéis fotovoltaicos nos próximos cinco anos.
Em 2020, um novo modelo de governança do setor minerário separou as funções políticas, regulatórias e operacionais, criando um ambiente estável e atraindo investidores privados. A Agência Nacional de Recursos Minerais foi estabelecida para fiscalizar e promover o setor. Destaca-se ainda a prospecção da De Beers e o desenvolvimento do kimberlito Chiri pela Rio Tinto. Essa reforma reduziu a presença direta do Estado na mineração, reforçando a eficiência e transparência.
Em 2024, a produção de diamantes brutos alcançou 14 milhões de quilates, apesar da queda de preços no mercado internacional. O governo planeja aumentar o lapidário doméstico, com nove fábricas ativas, especialmente em Saurimo. Além disso, há planos para explorar quartzo legalmente e expandir a indústria de joalharia. Nos próximos anos, prevê-se crescimento sustentado da mineração angolana. O setor também investe em agro-minerais, com fábrica de fosfatos em Cabinda.



