Francisco Pinto Balsemão morre aos 88 anos

Resumo: Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu aos 88 anos. Autoridades anunciam luto nacional.
Pontos-chave
Em 22 de outubro de 2025, em Lisboa, faleceu o empresário e político Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos, de causas naturais. Ex-primeiro-ministro do país, serviu entre 1981 e 1983 e foi pioneiro na comunicação social em Portugal, fundando o semanário Expresso em 1973 e a televisão privada SIC em 1992. Reconhecido pela defesa da liberdade de imprensa, deixou legado marcante na democracia portuguesa.
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, enalteceu a carreira de Balsemão, referindo-o como “uma das principais personalidades do país nos últimos 60 anos”. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, declarou luto nacional em homenagem e destacou a visão inovadora do fundador da SIC e do Expresso. Várias entidades políticas e sociais também expressaram condolências e prestaram tributo ao legado do comunicador.
Advogado de formação e jornalista de origem, Balsemão entrou na política com a fundação do Partido Popular Democrático, que viria a ser PSD. À frente do governo, promoveu reformas económicas e reforçou o papel internacional de Portugal. Após deixar a vida política, dedicou-se ao grupo Impresa, expandindo redações e lançando projetos digitais. Sob o seu comando, o Expresso consolidou-se como referência do jornalismo investigativo.
Balsemão foi pioneiro na defesa da livre informação, introduzindo formatos inovadores em rádio, imprensa escrita e televisão. A criação da SIC em 1992 quebrou o monopólio estatal, inaugurando uma era de pluralismo mediático. Sob a sua liderança, o mercado português passou a contar com debates televisivos influentes e programas de atualidade com elevada audiência. Académicos consideram-no um visionário dos media contemporâneos.
O funeral de Francisco Pinto Balsemão decorreu em cerimónia restrita à família, em Lisboa, cumprindo vontade pessoal. Estão previstas homenagens públicas em estações de televisão e jornais, realçando a dimensão cultural do seu trabalho. Universidades e institutos de comunicação estudam a sua trajetória para futuros cursos. A sua influência molda gerações de jornalistas e políticos, deixando um marco indelével na História recente de Portugal.



