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Resumo: Líderes e empresários destacaram em Luanda o reforço das trocas Angola-Portugal, com foco no investimento produtivo, na diversificação e no papel da CPLP.
Em Luanda, responsáveis angolanos e portugueses convergiram na ideia de que a relação bilateral deve ir além do comércio tradicional. Investimento produtivo, inovação e criação de valor surgem como prioridades, num contexto em que as exportações portuguesas para Angola cresceram e o mercado angolano continua entre os mais relevantes para a economia de Portugal.
A AEP sublinhou que Angola representou 1,4% das exportações portuguesas de bens em 2025 e que, nos primeiros cinco meses de 2026, as vendas portuguesas para o país subiram cerca de 7%. Para os empresários, estes dados confirmam uma ligação comercial sólida, mesmo num cenário internacional adverso e marcado por incerteza.
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No encontro Business Networking Angola/Portugal, a Câmara de Comércio e Indústria Portugal e Angola destacou o saldo positivo da balança comercial portuguesa com Angola, que atingiu 857 milhões de euros em 2025. A entidade defende que os acordos recentes com a União Europeia podem ajudar a atrair mais investimento e a expandir operações empresariais.
Do lado angolano, Ottoniel dos Santos apelou a que as empresas portuguesas vejam Angola não apenas como destino de vendas, mas como plataforma de produção e acesso a outros mercados africanos. O governante reforçou ainda a presença crescente de empresas angolanas em Portugal, sinal de uma cooperação cada vez mais recíproca.
Em paralelo, a agenda política também ganhou destaque com a deslocação de José Pedro Aguiar-Branco a Luanda para a sessão da AP-CPLP. A presença reforça a dimensão diplomática da relação, num momento em que Angola assume um papel mais ativo na comunidade lusófona e na promoção de mobilidade, diálogo e cooperação.
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