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Resumo: Angola e a RDC avançaram na Zona de Interesse Comum com nova adenda e mecanismos de gestão. O acordo reforça cooperação, investimento e receitas.
Angola e a República Democrática do Congo deram novo passo na Zona de Interesse Comum (ZIC) ao assinarem a adenda ao contrato de partilha do Bloco 14/23 e uma declaração conjunta. Os dois governos querem acelerar a operacionalização da área marítima, com regras mais claras, gestão partilhada e benefícios equilibrados para ambas as partes.
O encontro técnico em Luanda reuniu especialistas dos dois países para concluir instrumentos legais, indicar representantes para as comissões previstas e preparar a supervisão da conta conjunta. Entre as prioridades estão validar o banco domiciliário, definir modalidades de abertura da conta e estabelecer directrizes para a gestão dos montantes depositados, com foco na transparência.
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Os ministros Diamantino Azevedo e Acacia Mbongo destacaram que a cooperação energética deve traduzir-se em resultados concretos para as populações. A RDC sublinhou o valor do diálogo em pé de igualdade, enquanto Angola lembrou o percurso iniciado em 2003. Ambos defenderam que o êxito da ZIC fortalecerá a confiança mútua e a integração regional.
A ZIC abrange uma área marítima entre o sul do Bloco 14 e o norte dos Blocos 1, 15 e 31, nas concessões petrolíferas angolanas. Criada por acordos bilaterais de 2023, actualizados em 2024 e aprovados em Janeiro de 2026, a iniciativa procura garantir exploração conjunta, segurança energética e aumento das receitas públicas.
Além da dimensão petrolífera, o processo foi acompanhado por contactos diplomáticos entre as chancelarias de Angola e da RDC, que reafirmaram a cooperação em matéria de paz, estabilidade e desenvolvimento na região dos Grandes Lagos. O avanço da ZIC é visto como um teste importante à diplomacia económica e à parceria africana duradoura.
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