Angola e RDC reforçam cooperação fronteiriça

Resumo: Angola e RDC querem intensificar a vigilância nas zonas fronteiriças para travar crimes contra a vida selvagem e as florestas. O encontro em Kinshasa apontou para um plano de ação conjunto.
Pontos-chave
Delegações de Angola e da República Democrática do Congo reuniram-se em Kinshasa para alinhar respostas conjuntas aos crimes contra a vida selvagem e as florestas. O encontro centrou-se no reforço da cooperação transfronteiriça, numa altura em que as autoridades procuram tornar mais eficaz a vigilância em áreas de passagem usadas por redes ilegais.
As duas partes defenderam o fortalecimento dos intercâmbios técnicos entre profissionais dos dois países, com base em compromissos concretos. A ideia é criar um plano de ação capaz de orientar medidas práticas, permitindo que as entidades responsáveis atuem com maior coordenação, rapidez e capacidade de resposta perante ameaças ambientais e criminais.
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 21 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
A reunião inseriu-se nos esforços para intensificar a fiscalização ao longo da fronteira, com atenção especial aos postos de Luvu e Luau-Dilolo. Esses pontos são considerados corredores sensíveis, por serem rotas de trânsito internacional vulneráveis ao tráfico ilegal de espécies da vida selvagem, madeira e outros produtos florestais.
Segundo o comunicado citado, o objetivo é aproximar as relações de trabalho entre autoridades e agências relevantes de Angola e da RDC. Assim, preocupações ligadas aos crimes ambientais que afetam os corredores fronteiriços possam ser comunicadas, compreendidas e tratadas de forma mais eficaz, dentro dos mandatos e jurisdições nacionais existentes.
A delegação angolana contou com 25 técnicos, em representação do Ministério do Ambiente e da Polícia Nacional. Para os dois países, a coordenação transfronteiriça surge como peça-chave no combate ao tráfico de recursos naturais e na proteção de ecossistemas que sofrem pressão crescente de redes ilícitas e de circulação irregular.


