
Resumo: Autoridades angolanas intensificam a resposta ao cibercrime com formação, nova lei e prevenção. O foco recai sobre ransomware, infra-estruturas críticas e protecção de dados sensíveis.
A resposta ao cibercrime ganhou novo fôlego em Angola, com a Polícia Nacional a alertar para mais de 14 mil tentativas de ataque em 24 horas e a insistir na necessidade de vigilância permanente. O reforço da segurança digital atinge sectores sensíveis, como petróleo, banca e serviços públicos, onde a protecção de dados tornou-se prioridade absoluta.
Em Luanda, o SIC e a PGR passaram a integrar acções de formação internacional sobre ransomware e investigação forense digital, promovidas pelo UNODC em Doha. A iniciativa junta especialistas de Angola e Moçambique para aprofundar técnicas de prevenção, detecção, preservação de evidências e resposta a incidentes que podem paralisar instituições e redes estratégicas.
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O treino em Qatar centra-se também na chamada dupla extorsão, prática em que criminosos encriptam sistemas e roubam informação antes de exigir resgate. Os participantes analisam casos práticos, métodos de mitigação e riscos para infra-estruturas críticas, reforçando capacidades operacionais para identificar vítimas, mapear ataques e produzir provas úteis em investigações complexas.
Paralelamente, a Assembleia Nacional aprovou a Lei sobre Cibersegurança, apresentada como instrumento para fortalecer a resiliência do ciberespaço nacional. O diploma pretende proteger redes, sistemas e serviços essenciais, prevendo prevenção, detecção, resposta e recuperação de incidentes, além de coimas diferenciadas para contra-ordenações leves, graves e muito graves.
Em conjunto, as notícias mostram uma estratégia mais ampla: formar técnicos, modernizar meios e criar um quadro jurídico capaz de acompanhar a digitalização do Estado e da economia. Apesar do avanço institucional, a própria Polícia lembra que , pelo que a defesa cibernética exige actualização contínua.
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