
Resumo: Angola e Sérvia negociam um novo memorando para formar profissionais, reforçar a investigação e criar produção local de medicamentos. A missão de Sílvia Lutucuta aposta ainda em cooperação hospitalar, regulação sanitária e transferência tecnológica.
A visita da ministra Sílvia Lutucuta a Belgrado abriu uma nova fase na relação entre Angola e Sérvia no sector da saúde. O foco passou por formação, investigação científica, diagnóstico e transferência de tecnologia, com contactos em instituições de referência e avaliação de áreas onde a cooperação pode gerar resultados práticos.
Um dos eixos centrais da missão é a formação de 38 mil profissionais de saúde até 2028. Angola quer combinar formação interna e externa, recorrendo a parcerias internacionais para especializar médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos e investigadores, reforçando a capacidade do Sistema Nacional de Saúde.
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A proposta apresentada aos sérvios inclui também produção local de medicamentos e dispositivos médicos, com atenção a fármacos especializados e oncológicos. A ideia é atrair investimento, criar unidades industriais em Angola e reduzir dependências externas, ligando a cooperação bilateral a ganhos concretos para o abastecimento e a soberania sanitária.
Nas visitas ao Instituto Torlak e ao Instituto Dr. Milan Jovanovi Batut, a delegação conheceu laboratórios, vigilância epidemiológica, microbiologia e métodos avançados de diagnóstico molecular. O contacto permitiu avaliar práticas sérvias em vacinação, investigação e controlo de doenças, áreas vistas por Angola como úteis para fortalecer a resposta nacional.
O memorando deverá integrar também regulação sanitária, farmacovigilância, tecnovigilância, digitalização e cooperação hospitalar. Se houver consenso, a assinatura pode ocorrer na Comissão Bilateral Angola–Sérvia, prevista para Outubro de 2026, consolidando uma agenda mais estrutural entre os dois países.
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