Ataques de drones em Goma deixam mortos

Resumo: Ataques com drones em Goma mataram civis e um funcionário da ONU; alegações apontam para forças estatais, enquanto o M23 responsabiliza Kinshasa. Apelo internacional pede investigação e cessar-fogo.
Pontos-chave
Na madrugada de 11 de março de 2026, ataques com drones atingiram vários bairros de Goma, causando mortes e destruição de residências. Testemunhas relataram explosões e incêndios; organizações humanitárias confirmaram danos a civis. As informações iniciais indicam que um funcionário da ONU e dois civis foram mortos, gerando condenação internacional e pedidos urgentes por esclarecimentos sobre os responsáveis.
O Movimento 23 de Março (M23), que controla Goma desde 2025, atribuiu o ataque ao governo de Kinshasa, afirmando que as ações visam civis além das linhas de frente. Autoridades locais e porta-vozes do grupo descreveram o episódio como violação do cessar-fogo e exigiram responsabilização. Kinshasa ainda não respondeu oficialmente às acusações, mantendo tensão política e diplomática na região.
Fontes de imprensa e correspondentes no terreno relataram que uma das casas atingidas pertencia a um trabalhador humanitário e sofreu danos severos, com telhado destruído e fogo. Forças de paz da ONU deslocaram-se para proteger áreas afetadas e prestar apoio. Especialistas alertam para o risco de escalada humanitária, com deslocamentos e impacto sobre civis vulneráveis já presentes na província de Kivu.
Representantes da ONU condenaram veementemente os ataques e lembraram que agressões contra pessoal das Nações Unidas podem constituir crimes de guerra segundo o Estatuto de Roma. Bruno Lemarquis, chefe interino da MONUSCO, pediu cessar-fogo imediato e diálogo político para proteger civis. A comunidade internacional exigiu investigação independente para apurar responsabilidades e garantir que atores envolvidos sejam responsabilizados.
Enquanto relatos conflitantes persistem entre M23, imprensa local e fontes humanitárias, a prioridade urgente é assistência às vítimas e garantia de segurança nas áreas afetadas. Observadores pedem monitoramento imparcial e coordenação humanitária reforçada. Analistas sublinham que sem respostas claras sobre autoria, a insegurança poderá agravar-se, aprofundando a crise humanitária e ampliando a instabilidade regional.



