Aviação civil reforça presença feminina

Resumo: A aviação civil angolana emprega mais de 8.300 profissionais, com 28,5% de mulheres. O sector é apresentado como motor de coesão nacional, competitividade e integração regional.
Pontos-chave
A aviação civil angolana emprega actualmente mais de 8.300 profissionais, com cerca de 28,5% de mulheres. O dado foi apresentado em Luanda pelo ministro dos Transportes, durante a abertura da Cimeira Global de Género da Aviação, destacando a evolução da presença feminina em funções de direcção, gestão e liderança.
Ricardo d’Abreu sublinhou que a aviação não tem género, tem talento. Para o governante, a sustentabilidade do sector depende da competência, disciplina, conhecimento e capacidade de inovar das pessoas que nele trabalham, e não de distinções de género. A igualdade de oportunidades passou, assim, a ser também uma questão de competitividade.
Apesar do progresso, o ministro alertou para a necessidade de atrair mais mulheres para áreas técnicas altamente especializadas, como engenharia aeronáutica, manutenção mecânica, navegação aérea, inspecção e investigação. Defendeu, por isso, políticas públicas consistentes, investimento em formação e uma regulação que promova oportunidades verdadeiramente equilibradas.
A cimeira decorre sob o lema “Promovendo a Aviação por meio do Empoderamento das Mulheres” e reúne governantes, decisores políticos e especialistas de vários países. O encontro, promovido pela ICAO, é visto como uma plataforma global para discutir diversidade, inclusão e o papel estratégico das mulheres na transformação da aviação.
No plano nacional, o fortalecimento da aviação é apresentado como um instrumento de coesão territorial e de integração regional, facilitando ligações entre províncias e comércio interno. Ao mesmo tempo, o sector pode atrair investimento estrangeiro, impulsionar o turismo e criar empregos técnicos qualificados para a juventude angolana.


