Angola no pódio do africano de basquetebol adaptado

Resumo: No Campeonato Africano de basquetebol em cadeira de rodas, disputado em Luanda, Argélia e Marrocos sagraram-se campeões; Angola ganhou o bronze feminino e mostrou evolução no desporto adaptado continental.
Pontos-chave
O 12.º Campeonato Africano de basquetebol em cadeira de rodas decorreu no Pavilhão do Kilamba, em Luanda, reunindo selecções de todo o continente. Em femininos, a Argélia derrotou a África do Sul na final, enquanto Angola conquistou a medalha de bronze ao vencer Marrocos por 36-21, demonstrando coerência táctica e evolução no trabalho de formação.
Na vertente masculina, Marrocos sagrou-se campeão ao bater a África do Sul numa final muito disputada, assegurando assim o título continental e o apuramento para o mundial da categoria. A competição evidenciou a crescente competitividade entre as equipas africanas e consolidou o papel do torneio como rampa de lançamento para eventos internacionais, com jogos intensos e alto nível técnico.
A selecção feminina angolana exibiu resiliência e espírito colectivo, impondo um ritmo forte que resultou na vitória contra Marrocos e na conquista do terceiro lugar. Treinadores e dirigentes reforçaram a importância de investimentos em infraestruturas e programas de base para manter a progressão das atletas e potenciar futuras participações em palcos mundiais, onde a experiência regional se transforma em aprendizagem crucial.
Os terceiros lugares em masculino e feminino revelaram também surpresas e lutas renhidas; o Senegal alcançou o bronze masculino ao derrotar a Argélia por 51-48, e Angola superou concorrentes dominantes em partidas decididas por estratégia e nervo de jogo. O torneio serviu igualmente para promover o desporto adaptado, atraindo atenção institucional e incentivando políticas de inclusão desportiva no continente.
Com o apuramento de campeões e de equipas para o mundial no Canadá em Setembro, a prova em Luanda funcionou como palco de afirmação de talentos paralímpicos africanos. Observadores destacaram a qualidade organizativa do evento e a presença de figuras institucionais no encerramento, sublinhando que o desenvolvimento sustentado do basquetebol em cadeira de rodas exige continuidade de apoios e calendários competitivos regulares.


