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Resumo: Em Talatona, autoridades destacaram a Batalha do Cuito Cuanavale na libertação da África Austral, iniciando comemorações dos 50 anos de independência.
Em 29 de maio de 2025, em Talatona, teve início uma conferência internacional que reuniu autoridades angolanas, antigos combatentes e lideranças regionais no Centro de Convenções, com o objetivo de discutir o legado histórico da Batalha do Cuito Cuanavale e seu impacto na emancipação da África Austral, mobilizando experiências coletivas e reforçando discursos de memória e responsabilidade política no contexto das futuras celebrações nacionais.
Durante a sessão de abertura, o ministro das Telecomunicações Mário Oliveira enfatizou o “grande papel que a Batalha do Cuito Cuanavale desempenhou para a libertação da África Austral”, ressaltando a coragem dos povos e a importância de manter viva a memória histórica, sobretudo no ano em que Angola celebra quinquagésimo aniversário de independência, valorizando o contato direto entre diferentes gerações de lideranças políticas e comunitárias.
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Em seguida, o presidente do Fórum dos Combatentes, José Celestino, exortou os jovens a reconhecerem o valor da Batalha do Cuito Cuanavale, alertando para os riscos de desinformação e enfatizando relatos de oficiais sul-africanos que admitem a derrota, instigando o compromisso coletivo com a verdade histórica e a preservação dos testemunhos de quem viveu intensamente aquele episódio decisivo na luta anticolonial, com análises detalhadas e emocionais.
Integraram o painel de oradores personalidades como o general cubano Leopoldo Cintra Frias, o antigo presidente de Moçambique Joaquim Chissano, o general António dos Santos França “Ndalu” e a secretária da SWAPO, Sophia Shaningwa, além do ministro Téte António, acadêmicos, líderes políticos e representantes de organizações regionais, proporcionando um debate enriquecedor sobre cooperação e memória regional. O evento incluiu exposição fotográfica que resgatou imagens emblemáticas do conflito.
Balanços das intervenções realçaram a necessidade de um apelo coletivo à consciência histórica, convidando instituições de ensino, mídia e sociedade civil a promoverem estudos e projetos sobre o episódio de Cuito Cuanavale, reforçando laços de solidariedade e diálogo intergeracional. Analistas e participantes sublinharam que o evento estreia uma agenda de reflexão que culminará nas comemorações oficiais dos 50 anos de independência, envolvendo para isso comunidades rurais e urbanas.
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