Baía Fish reforça cadeia do pescado
Por TopAngola ·

Resumo:
Inauguração da unidade Baía Fish em Benguela aumenta capacidade de congelação e armazenamento de pescado, com financiamento do BDA e impacto na segurança alimentar e emprego.
Pontos-chave:
Em 8 de junho de 2026, foi inaugurada a unidade industrial Baía Fish em Benguela, concebida para congelar e conservar pescado em escala. A instalação, apoiada pelo BDA, surge como resposta direta aos desafios da cadeia de frio e visa reduzir perdas pós-captura, melhorar a distribuição e garantir que maior volume de produtos marinhos chegue em boas condições aos mercados locais e regionais.
O projecto contempla uma capacidade de congelação que pode atingir até 160 toneladas de pescado diárias e armazenamento em câmaras frigoríficas para cerca de 600 toneladas, reforçando logisticamente a província. A operação permite planeamento mais eficaz da oferta, redução do desperdício e optimização dos fluxos de transporte, além de criar sinergias com a frota de pesca e os operadores locais na cadeia de valor.
O Banco de Desenvolvimento de Angola financiou 80% do investimento total do projecto, traduzido em milhões de euros/kwanzas, materializando uma política de crédito direccionado para sectores produtivos. O BDA destaca que a iniciativa promove emprego, valorização dos recursos marinhos e contribui para a diversificação económica, ao mesmo tempo que demonstra o papel da banca de desenvolvimento em iniciativas estruturantes para a produção nacional e segurança alimentar.
Além da unidade de congelação, o projecto incluiu a aquisição de uma embarcação de pesca semi-industrial de 23,9 metros, fortalecendo a integração entre captura e conservação. Esse conjunto operacional aumenta a capacidade produtiva e logística, permite melhor planeamento das campanhas de pesca e cria condições para abertura de novos mercados e maior regularidade na oferta de pescado fresco e congelado, beneficiando consumidores e operadores.
No plano social e económico, a Baía Fish excedeu expectativas de emprego, tendo criado mais postos de trabalho do que os inicialmente previstos, gerando efeitos directos e indirectos na economia local. Analistas e autoridades veem o projecto como contributo significativo para segurança alimentar, redução de perdas pós-captura e fortalecimento das cadeias de valor, com impacto positivo para a província de Benguela e para o abastecimento nacional.


