Morre Luís Represas, voz de Feiticeira

Resumo: O cantor e compositor Luís Represas morreu aos 69 anos. Ícone dos Trovante e de temas como Feiticeira e Timor, deixa uma carreira marcada por cruzamento de públicos e influências.
Pontos-chave
Luís Represas morreu na quarta-feira, aos 69 anos, deixando um legado que atravessou gerações. Conhecido por temas como Feiticeira e Timor, o músico português foi apresentado como um artista que nunca se fechou numa cápsula, cruzando públicos, referências e linguagens musicais com enorme naturalidade.
O investigador João Carlos Callixto lembrou que Represas era um nome sempre muito presente junto do grande público. A sua obra, tanto nos Trovante como a solo, marcou ouvintes mais velhos e também públicos jovens, graças a uma busca constante por novos músicos e sonoridades vindas de África e da América.
Nascido em Lisboa, em 1956, Luís Represas foi um dos fundadores dos Trovante, em 1976. O grupo tornou-se referência da música portuguesa com discos como Baile no Bosque e Cais das Colinas, fortemente inspirados na tradição popular, antes de seguir caminhos diferentes nas décadas seguintes.
A carreira a solo começou em 1993, com o álbum Represas, gravado em Cuba e ligado a canções como Fora de Tempo, Neva sobre a marginal e Feiticeira. Em 2024, lançou Miragem, enquanto preparava concertos comemorativos dos 50 anos de carreira para 2027.
A história de Represas inclui também a ligação a Timor-Leste. A canção Timor, com música de João Gil e letra de João Monge, tornou-se um símbolo da luta pela independência timorense e acabou traduzida para tetum por Xanana Gusmão, reforçando o alcance cívico da sua música.
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