Crise de saneamento e resposta habitacional

Resumo: Moradores de Benguela denunciam agravamento do saneamento enquanto o Governo anuncia habitações sociais para áreas vulneráveis. Medidas visam reduzir riscos e melhorar infraestruturas urbanas.
Pontos-chave
Na província de Benguela, moradores próximos ao campo de futebol do Buraco da Câmara relatam acúmulo persistente de águas residuais e lixo, que tem provocado mau cheiro e proliferação de insectos, aumentando o risco de doenças. As queixas destacam falta de resposta logística e viaturas especializadas para remoção e saneamento, tornando a situação insustentável no cotidiano comunitário.
O Executivo, através do Despacho Presidencial n.º 185/26 publicado em Diário da República, autorizou construção de novas habitações sociais e obras urgentes na província, com objetivo de reassentar famílias em zonas de risco. O plano inclui reabilitação de infraestruturas hidráulicas, melhoria de drenagem urbana e ordenamento do território para reduzir exposição a inundações e erosão.
As novas residências destinam-se a famílias afectadas por fenómenos naturais e pela ocupação irregular de terrenos, problemas recorrentes nas áreas urbanas de Benguela. O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação foi responsabilizado pela coordenação dos projectos, fiscalização e execução das obras emergenciais, incluindo contratação de serviços técnicos e monitorização das intervenções propostas pelo despacho.
Líderes locais, como o administrador municipal Armando Vieira, reconheceram limitações técnicas e operacionais para resolver o saneamento, citando falta de equipamentos especializados. Enquanto a administração afirma estar a trabalhar para solução rápida, residentes exigem prazos concretos e ações imediatas de limpeza, recolha de lixo e saneamento para evitar agravamento dos problemas de saúde pública.
Especialistas e autoridades apontam que a solução exige combinação de obras, planeamento urbano e políticas de reassentamento que respeitem o Plano Director Municipal de Benguela. A intervenção proposta prevê não só construção de habitações, mas também sistemas de drenagem e saneamento duráveis, ações de prevenção de riscos e fiscalização contínua para garantir habitabilidade e redução de vulnerabilidades ambientais.


