BNA acelera inclusão financeira das mulheres

Resumo: Banco Nacional e Governo querem ampliar o acesso das mulheres ao crédito, poupança e pagamentos. O foco é reduzir desigualdades, reforçar literacia e apoiar negócios familiares.
Pontos-chave
O Banco Nacional de Angola e o Ministério da Acção Social defenderam, em Luanda, uma resposta concertada para elevar a bancarização feminina, ainda abaixo da masculina. O diagnóstico aponta disparidades no acesso a contas, crédito e microcrédito, exigindo produtos mais simples, comunicação clara e acompanhamento com dados desagregados por género.
Manuel Tiago Dias lembrou que a inclusão financeira adulta ronda os 54%, mas as mulheres continuam com menor participação no sistema. Nos créditos a particulares representam cerca de 24%, e no microcrédito apenas 21%. Para o governador, a oferta deve ser adaptada às necessidades reais das mulheres e das famílias.
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Ana Paula do Sacramento Neto defendeu que a inclusão financeira não se resume a abrir uma conta bancária. Na sua visão, é preciso garantir acesso seguro, regular e sustentável a serviços úteis para poupar, investir e ampliar pequenos negócios. A ministra destacou ainda o papel central da mulher na gestão diária dos recursos familiares.
Ambos os responsáveis sublinharam a importância de aproximar bancos e comunidades, reforçar a literacia financeira e digital e criar mecanismos que facilitem o financiamento de micro, pequenas e médias iniciativas. Entre as soluções citadas estão linhas de crédito para projectos sustentáveis, apoio a empresas geridas por mulheres e pacotes para zungueiras.
O fórum decorre sob o lema da expansão dos serviços financeiros para incluir mulheres e famílias, alinhado com o PDN 2023-2027. A redução da inflação para 8,78% em Agosto de 2026 também foi apontada como factor favorável, por melhorar previsibilidade, aliviar o custo de vida e apoiar o investimento produtivo.


