Brent sobe com tensão no Médio Oriente

Resumo: O Brent voltou a disparar acima de 94 dólares após novos ataques dos EUA ao Irão, elevando receios sobre Ormuz e o abastecimento global.
Pontos-chave
O preço do Brent avançou com força depois de novos ataques norte-americanos ao Irão, encerrando a sessão em 94,65 dólares por barril, uma subida de 4,59%. A reação refletiu o receio de que o conflito se prolongue e afete diretamente a circulação de crude pelo Estreito de Ormuz, corredor vital para os mercados energéticos globais.
Segundo as agências citadas, o Centcom confirmou uma nova ofensiva contra alvos iranianos, após ações semelhantes na véspera. O aumento da tensão militar intensificou a pressão sobre os investidores, que passaram a precificar um risco maior de interrupções no fornecimento. A incerteza tornou-se ainda mais visível no comércio futuro do petróleo.
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A escalada no Médio Oriente também contaminou os preços do gás natural na Europa. Em Amesterdão, os contratos subiram, acompanhando o aumento do prémio de risco associado ao conflito. A perspetiva de bloqueios, retaliações e danos logísticos reforçou a ideia de que qualquer incidente na região pode provocar impacto imediato nas matérias-primas.
O Irão respondeu aos ataques com ações contra interesses norte-americanos no Médio Oriente, elevando a probabilidade de uma resposta prolongada. Analistas temem que a disputa evolua para uma crise mais ampla, com consequências para o transporte marítimo e para a estabilidade energética. Ormuz mantém-se no centro das preocupações dos mercados internacionais.
Nas sessões anteriores, o Brent já tinha acumulado fortes ganhos e a tendência continuou a ser de valorização. A combinação de guerra, ameaça às rotas marítimas e receio de escassez sustentou os preços acima dos níveis recentes. Para os consumidores e para as economias importadoras, o cenário aponta para maior volatilidade e custos energéticos mais elevados.


