Cabo Verde atrai 250M€ para aeroportos

Resumo: Concessão e investimentos privados mobilizam 250 milhões de euros para modernizar sete aeroportos de Cabo Verde, prometendo melhorias em segurança, conectividade e sustentabilidade.
Pontos-chave
Em 02 de março de 2026, autoridades e operadores anunciaram a segunda fase de um plano de modernização aeroportuária em Cabo Verde, que inclui um pacote global de 250 milhões de euros. O investimento combina aportes diretos em infraestruturas e pagamentos financeiros ao Estado, visando reforçar pistas, segurança e serviços para passageiros, além de aumentar a atratividade turística e a integração das ilhas.
O projeto, liderado pela CV Airports em parceria com a VINCI e a ANA, prevê intervenções em sete aeroportos do arquipélago. Entre as medidas estão remodelação de pistas, ampliação de terminais e instalação de centrais fotovoltaicas para melhorar o desempenho ambiental. As intervenções são apresentadas como um modelo de parceria público-privada que conjuga modernização, sustentabilidade e criação de emprego local.
Autoridades destacam que a modernização tende a reduzir custos e atrair mais companhias aéreas, aumentando a frequência de voos e a concorrência nas rotas da diáspora. Segundo executivos, o tráfego cresceu mais de 60% desde o início da concessão, e os novos investimentos devem consolidar essa tendência, facilitar o regresso de emigrantes e fomentar turismo e negócios nas ilhas, com impacto direto na economia local.
Um dos pontos centrais é a construção de um novo Aeroporto Internacional em Santo Antão, orçado em 212 milhões de euros no total, dividido em fases. O memorando de entendimento assinado aponta para estudos de viabilidade e financiamento que permitirão avançar com a conceção e implementação da infraestrutura, considerada estratégica para ligar Santo Antão diretamente a mercados internacionais e dinamizar o ecoturismo.
O Governo sublinha que, para além das infraestruturas, há um enfoque em sustentabilidade: metas para aumentar a produção de energia solar e eólica e reduzir a pegada ambiental dos aeroportos até 2030. Analistas e responsáveis locais realçam que o investimento deverá gerar emprego, receitas turísticas e oportunidades de investimento hoteleiro, mantendo a identidade insular e promovendo um turismo mais competitivo e sustentável.



