Cabo Verde prepara plano estratégico de segurança interna e cidadania; formação da Polícia Nacional vai mudar e meta é chegar a 3 mil agentes até 2036

Imagem: ANGOP
Resumo: O Governo cabo-verdiano anunciou um plano para responder ao sentimento de insegurança e reforçar a Polícia Nacional, enquanto a Presidência interina destacou reformas da Justiça com entrada em vigor prevista para 4 de Janeiro de 2027.
Pontos-chave
O ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Carlos Sena, disse que o Governo está a preparar um plano estratégico de segurança interna e cidadania e prevê alterar o programa de formação dos efectivos da Polícia Nacional. Segundo o governante, o objectivo é enfrentar o sentimento de insegurança da população, apesar da redução da criminalidade registada no país.
[2] ANGOPCarlos Sena afirmou ainda que a cidade da Praia concentra 47% da criminalidade registada no país e que, fora do quadro nacional de descida, houve aumento geral dos crimes em Santo Antão e na Boa Vista. O Governo quer reforçar o policiamento, melhorar a articulação com o Ministério Público e, na Boa Vista, contar também com apoio da Polícia Judiciária.
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No mesmo dia, a Presidente interina, Janira Hopffer Almada, pediu que as reformas legislativas na Justiça produzam efeitos concretos na protecção dos direitos dos cidadãos. Ela destacou o Código do Processo Administrativo, cuja entrada em vigor está prevista para 4 de Janeiro de 2027, e alertou que aprovar diplomas não basta se eles não forem aplicados na prática.
[1] ANGOP[3] GiraNotíciasJanira Hopffer Almada defendeu também os novos regimes de mediação e de arbitragem como soluções mais rápidas e menos onerosas, enquanto o ministro Carlos Sena disse que o reforço da segurança passará ainda pela formação de 220 efectivos em 2027 e por uma meta de 3 mil polícias até 2036.
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