Carlos Vila Nova inicia novo mandato

Resumo: Carlos Vila Nova toma posse para um segundo mandato em São Tomé e Príncipe, numa cerimónia com líderes africanos e europeus e sinais de tensão mediática.
Pontos-chave
Carlos Vila Nova foi empossado para um segundo mandato como Presidente de São Tomé e Príncipe, após vencer as eleições de 19 de julho com 55,88% dos votos. A cerimónia decorreu na Assembleia Nacional, com a leitura da ata de apuramento, o juramento constitucional e a presença de várias autoridades estrangeiras.
Entre os convidados estiveram o presidente da RDC, Félix Tshisekedi, o presidente do Gabão, Brice Oligui Nguema, a primeira-ministra de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, e o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. A investidura reuniu ainda outros membros de governos africanos e reforçou o simbolismo diplomático do momento.
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A sessão solene foi marcada por alguma tensão interna, sobretudo devido à greve de jornalistas e técnicos dos órgãos públicos de comunicação social. Os profissionais ameaçaram limitar a cobertura da cerimónia enquanto o Governo não cumprisse compromissos anteriores, incluindo questões ligadas à Taxa Audiovisual e às condições de trabalho.
O programa oficial incluiu a execução do Hino Nacional, a leitura dos documentos eleitorais, uma salva de tiros de artilharia e o discurso presidencial. A tomada de posse começou de manhã e prolongou-se até perto das 13h00, num quadro em que a agenda institucional procurou transmitir estabilidade e continuidade política.
Reeleito com maioria absoluta, Vila Nova iniciou o novo ciclo com uma mensagem de reconciliação e inclusão. O Presidente afirmou querer contar com todos os são-tomenses, mesmo os que votaram noutro candidato, defendendo o fim da divisão, do ressentimento e do discurso de ódio no país.


