Cerca de 16,9 mil mulheres em Angola dependem da pesca artesanal; projecto PEAMPPA quer transformar resíduos em fertilizantes em Cabo Ledo

Imagem: ANGOP
Resumo: Um projecto apresentado no Soyo destaca o peso da pesca artesanal na vida de milhares de mulheres e aposta no reaproveitamento de resíduos para reduzir a poluição e gerar rendimento.
Pontos-chave
A responsável pelo Projecto de Educação Ambiental para a Pesca Artesanal e Promoção da Mulher (PEAMPPA), Nilsa Colaço, afirmou no Soyo que cerca de 16,9 mil mulheres em Angola dependem directa ou indirectamente da pesca artesanal. A informação foi apresentada no encontro “CPLP Azul - Mulheres, Comunidades, Mares e Oceanos”.
[1] ANGOP[2] ANGOPSegundo a mesma responsável, o PEAMPPA tem Cabo Ledo, em Luanda, como zona-piloto e prevê transformar vísceras do pescado em fertilizantes para a agricultura. O projecto envolve 11 cooperativas de Luanda, Bengo e Cuanza-Norte e pretende beneficiar mais de cinco mil pessoas.
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Nilsa Colaço disse ainda que a iniciativa quer reduzir os impactos ambientais, reforçar a educação ambiental, capacitar mulheres das comunidades costeiras e criar rendimentos. A implementação conta com parcerias da Administração Municipal de Cabo Ledo, dos ministérios da Acção Social e Promoção da Mulher, das Pescas e Recursos Marinhos e da Agricultura, do BPC e da FAO, entre outras instituições.
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