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Resumo: CIVICOP identificou no Cemitério do 14, em Luanda, uma possível vala comum com mais de 500 restos mortais; exumações e exames laboratoriais serão feitos para identificação e apoio às famílias.
Em 8 de maio de 2026, a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação (CIVICOP) anunciou a identificação de uma possível vala comum no Cemitério do 14, em Luanda, após cerca de cinco anos de buscas e pesquisas técnicas. A descoberta mobiliza equipas de exumação e peritos forenses para recolha e preservação dos restos mortais, com vista a prosseguir procedimentos legais e humanitários.
A operação envolve a remoção sistemática das ossadas, que serão encaminhadas para exames laboratoriais com capacidade de análise de ADN; o objetivo é confirmar identidades e facilitar o reconhecimento por familiares. Listas e avisos públicos serão divulgados na Unidade Central de Criminalística em Luanda e nas províncias, para permitir às famílias procederem à recolha de amostras e ao eventual repatriamento ou entrega dos restos.
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A CIVICOP, criada em 2019, tem por missão localizar valas comuns, identificar vítimas e promover memoriais relacionados com os conflitos políticos ocorridos entre 1975 e 2002. O trabalho integra protocolos científicos e colaboração entre entidades estatais e peritos independentes, procurando aliar técnica forense a cuidados de sensibilização comunitária para minimizar o sofrimento de familiares e garantir transparência no processo de reconciliação.
Desde 2021 já foram exumados restos mortais de várias centenas de vítimas em diferentes províncias, com emissão de milhares de certidões de óbito e reclamações ativas por parte de famílias. Este processo busca não só devolver restos mortais às famílias mas também oferecer um trajecto formal de reconhecimento e documentação, contribuindo para o encerramento de capítulos de incerteza e para a memória coletiva do país.
Autoridades afirmam que os trabalhos seguirão normas forenses internacionais e procedimentos legais para preservação de evidências e respeito pelas vítimas. Analistas e observadores sublinham a significância simbólica e social do processo, que combina investigação científica com iniciativas de reconciliação nacional, ao mesmo tempo que destaca a necessidade de apoio continuado às famílias, acompanhamento psicológico e comunicação clara sobre prazos e resultados esperados.
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