Uíge reforça resposta colaborativa contra cólera

Resumo: Ministério da Saúde lidera ação conjunta no Uíge contra surto de cólera, instalando tanques de água tratada e reforçando vigilância comunitária.
Pontos-chave
Em 10 de outubro de 2025, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, destacou o aumento repentino de casos de cólera no Uíge, totalizando cerca de 700 novos registros em poucos dias. O cenário acende um alerta nacional para intensificar respostas multissectoriais, pois o surto reflete deficiências em saneamento, acesso à água potável e infraestrutura básica em locais com menor cobertura de saúde pública.
Durante visita ao Uíge, a equipe ministerial implementou uma abordagem multissectorial, reunindo setores de saúde, saneamento e comunicação de risco. As ações visaram coordenar logística, definir protocolos clínicos e mobilizar recursos para atendimento emergencial. A ministra enfatizou a importância de dados sanitários em tempo real, colaboração entre OMS e parceiros locais, além de envolver líderes comunitários na disseminação de orientações preventivas.
Foram instalados tanques de água tratada em pontos estratégicos, garantindo abastecimento seguro e contínuo em bairros periféricos. Postos de hidratação oral foram abertos para oferecer reidratação imediata a pacientes com sintomas iniciais. Paralelamente, brigadas móveis percorreram comunidades, aplicando testes rápidos, coletando amostras de fezes e monitorando o progresso dos casos, melhorando a resposta local e a precisão dos relatórios oficiais.
A mobilização das comissões de moradores e líderes comunitários foi crucial para educação sanitária e mudança de comportamentos. Sessões de sensibilização explicaram práticas de higiene, lavagem de mãos e tratamento da água. Mensageiros locais ajudaram a combater desinformação, promovendo entendimento sobre sinais de alerta e a necessidade de buscar atendimento médico rápido. A participação ativa fortaleceu a confiança nas equipes de saúde.
Segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, Angola contabilizou 30.688 casos e 837 óbitos desde janeiro, com taxa de letalidade de 2,7%. As províncias mais afetadas incluem Uíge, Lunda Norte e Huíla. Em paralelo ao combate emergencial, foi anunciado projeto de 17.000 ligações de água canalizada para reduzir vulnerabilidades. Organizações humanitárias mantêm monitoramento contínuo e fornecimento de insumos essenciais à população.



