Condecorações marcam 50 anos da Independência

Resumo: Na sétima cerimónia do 50.º aniversário da Independência, o Presidente distinguiu figuras com medalhas de Independência, Paz e Desenvolvimento.
Pontos-chave
Em 17 de outubro de 2025, o Presidente da República, João Lourenço, presidiu à sétima cerimónia oficial que assinalou os 50 anos da Independência de Angola, no âmbito das comemorações nacionais. O encontro decorreu em Luanda e reuniu autoridades governamentais, figuras públicas, artistas e representantes de instituições civis e militares para homenagear cidadãos e grupos que prestaram serviços relevantes à construção e desenvolvimento do país.
Entre os agraciados, Sónia António recebeu a medalha comemorativa como reconhecimento pelo seu trabalho pioneiro em programas infantis na TPA, destacando-se pela apresentação de “Carrossel” e pelo projeto educativo Cultura nas Escolas. Paralelamente, Alice Berenguel, conhecida como Avó Ximinha em “Angolândia” e “Cozinha dos Pequeninos”, foi homenageada pela sua contribuição à música e literatura infantil, mantendo vivas tradições culturais angolanas.
No mesmo evento, o Presidente condecorou 774 personalidades e grupos de cidadãos: 130 com a medalha da classe Independência e 644 da classe Paz e Desenvolvimento. Estas distinções visam valorizar acções em defesa da independência nacional, da paz e do progresso económico, social e cultural, reforçando o reconhecimento institucional a quem contribuiu para o bem-estar e coesão social em diversas áreas.
O modelo de condecorações foi instituído pela Lei 2/25, de 18 de Março, e distribuiu-se em várias etapas ao longo do ano, totalizando até à data mais de 2.700 medalhas atribuídas desde a primeira cerimónia em Abril. As edições anteriores distinguiram militares, jornalistas, artistas, académicos e organizações, refletindo a pluralidade de actores que moldaram a história de Angola nas últimas décadas.
Analistas e comentadores consideram que estas homenagens simbolizam a valorização do legado nacional e reforçam a identidade cultural angolana, contribuindo para inspirar gerações futuras. A visibilidade pública das cerimónias e a diversidade de laureados reforçam o compromisso do Estado em promover a memória colectiva, a solidariedade e o desenvolvimento sustentável, com base nos valores de independência, paz e progresso, e no fortalecimento institucional.


