Confiança dos consumidores em Angola melhora no 2.º trimestre, mas continua negativa e compra de casa e carro segue em baixa

Imagem: Expansão
Resumo: O Indicador de Confiança do Consumidor subiu pelo sexto trimestre seguido, mas permanece em terreno negativo. Os dados também mostram fraca intenção de comprar casa ou carro nos próximos dois anos e pouca margem para poupança.
Pontos-chave
As famílias angolanas ficaram menos pessimistas no curto prazo: o Indicador de Confiança do Consumidor subiu para -6,9 pontos no segundo trimestre, mais 3,6 pontos do que no trimestre anterior, embora continue abaixo de zero. O Expansão aponta ainda que a melhoria foi sustentada por expectativas mais favoráveis sobre a situação financeira das famílias, a economia nacional, o desemprego e a inflação.
[2] ExpansãoApesar dessa recuperação, a intenção de fazer compras de grande valor continua fraca. No inquérito citado pelo Expansão, 3% disseram que comprariam carro com certeza e 11% afirmaram que comprariam casa com certeza nos próximos dois anos; 61% excluem a compra de carro e 40% rejeitam de forma absoluta a compra de casa. O jornal associa esse pessimismo à perda de poder de compra, ao custo elevado dos imóveis e materiais de construção e ao acesso limitado ao crédito.
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Os dados sobre poupança reforçam a fragilidade financeira das famílias: 64% afirmaram não saber ou não responderam se conseguem poupar, enquanto apenas 30% disseram que é possível poupar dinheiro. O Expansão nota também que o crédito à habitação disponibilizado pela banca comercial até ao fim do primeiro trimestre, ao abrigo do Aviso n.º 9 do BNA, foi de 102,6 mil milhões de kwanzas, valor considerado insuficiente por especialistas citados no texto.
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