Escândalos na AGT fragilizam gestão pública

Resumo: Partidos de oposição denunciam esquemas de corrupção na AGT que enfraquecem a fiscalização e a gestão pública. Autoridades anunciam reforço do controlo interno e investigação.
Pontos-chave
Os partidos da oposição reagiram com críticas duras aos recentes casos na Administração Geral Tributária. Francisco Fernandes Falua da UNITA referiu que as medidas internas foram insuficientes e apelou à alternância de poder nas eleições de 2027. O discurso destaca fragilidade institucional e exige respostas rápidas das autoridades sobre a participação de técnicos nos esquemas de fraude e peculato.
Líderes políticos como Abel Chivukuvuku e Rui Malopa Miguel salientaram o impacto económico e social das práticas denunciadas. Chivukuvuku apontou que a suspensão indiscriminada de NIF e burocracias sufocam as pequenas e médias empresas, enquanto Malopa sublinhou prejuízos bilionários aos cofres do Estado, pedindo medidas rigorosas para travar a corrupção e proteger o investimento nacional.
Membros de diferentes formações, incluindo a FNLA, responsabilizam a AGT pela falta de transparência e responsabilização criminal dos que lesam o erário público. A crítica comum realça que práticas internas corroem a confiança e prejudicam o desenvolvimento do país, colocando em risco empregos e a estabilidade económica, o que exige reformas estruturais nos mecanismos de controlo e auditoria interna.
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, afirmou que controlos internos recentes identificaram uma tentativa de fraude envolvendo técnicos e avaliada em mil milhões de Kwanzas. O Governo anunciou reforço da inovação tecnológica e do controlo interno como ferramentas para detectar irregularidades, com ênfase na prevenção, investigação e responsabilização dos implicados para restaurar integridade nos processos fiscais.
Analistas e representantes empresariais pedem maior celeridade nas investigações e transparência nas decisões administrativas da AGT. A combinação de denúncias políticas e medidas governamentais cria expectativa de ações concretas: auditorias independentes, fortalecimento de mecanismos de compliance e proteção de contribuinte, tudo visando restabelecer confiança pública e garantir que recursos do Estado sejam geridos com responsabilidade.


