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Resumo: O crédito à economia angolana cresceu 12,5% em junho, com o sector privado a liderar o endividamento e o Aviso 10/2024 a sustentar o financiamento produtivo.
O crédito à economia angolana voltou a acelerar em junho, atingindo 7,3 biliões de kwanzas, mais 12,5% do que no período homólogo. O aumento foi puxado sobretudo pelo sector privado, que continua a concentrar a maior fatia do endividamento, num cenário de maior dinamismo do financiamento bancário.
Os dados do Banco Nacional de Angola mostram que o crédito bruto ao sector não financeiro chegou a 9,2 biliões de kwanzas, crescendo 15,6% em termos homólogos. Desse total, 85% corresponde ao sector privado, incluindo empresas e particulares, enquanto o sector público não financeiro ficou com os restantes 15%, confirmando a predominância privada.
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No crédito orientado para o sector real, o volume totalizou 2,0 biliões de kwanzas, uma subida de 30,3%. As indústrias extractivas lideraram a captação de recursos, seguidas pela indústria transformadora e pela agricultura, num sinal de maior canalização de liquidez para actividades produtivas e estratégicas da economia nacional.
O Aviso n.º 10/2024 manteve-se como principal instrumento de fomento, com 1,4 biliões de kwanzas concedidos ao sector real, equivalentes a 71,3% do financiamento direccionado. A indústria transformadora destacou-se com 845,3 mil milhões de kwanzas, enquanto as indústrias extractivas e a agricultura também reforçaram a sua participação no crédito.
Para o BNA, estes números reflectem a eficácia das medidas regulatórias e da política monetária na ampliação do acesso ao financiamento. Com maior oferta de crédito às empresas e aos projectos produtivos, o banco central procura apoiar a , estimular o investimento e consolidar uma trajectória de crescimento mais sustentável em Angola.
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