Crescimento e Perspectivas Económicas 2025

Resumo: Resumo integrado dos relatórios estatísticos de Cabo Verde, Angola e Moçambique sobre o fim de 2025. Avalia recuperação, confiança e sectores que impulsionaram o crescimento.
Pontos-chave
No quarto trimestre de 2025, os balanços divulgados pelos institutos nacionais de estatística mostram sinais de recuperação e confiança diversa nas economias analisadas. Em Cabo Verde, houve aumento do indicador de confiança do consumidor, apesar de 92% relatarem incapacidade de poupar, o que sublinha tensão entre percepções de curto prazo e necessidades financeiras familiares.
Em Angola, os dados apontam para um crescimento do PIB no trimestre e uma melhoria do clima económico sustentada por sectores como construção, transportes e indústria transformadora. Empresários referem redução de entraves como acesso a matérias-primas e uma ligeira atenuação das restrições bancárias, embora persistam preocupações com taxas de juro e burocracia.
Moçambique registou recuperação trimestral com crescimento impulsionado sobretudo pelo sector secundário e indústria manufactureira, revertendo várias quedas consecutivas. A leitura dos números sugere recuperação parcial após perturbações políticas e sociais, com impacto heterogéneo entre sectores primário, secundário e terciário e necessidade de consolidar políticos económicas para sustentar a tendência.
As perspetivas para 2026 mostram um quadro misto: famílias em Cabo Verde esperam deterioração da situação financeira doméstica enquanto percebem melhoria da economia nacional; Angola apresenta aumento na actividade não petrolífera; e Moçambique precisa de estabilidade política e investimento para manter a reversão das quebras. Riscos incluem inflação, desemprego e restrições de crédito que podem travar recuperação.
Conclusivamente, os indicadores trimestrais reforçam uma narrativa regional de recuperação desigual, onde sectores como informação e comunicação, alojamento e restauração, e indústria transformadora emergem como motores de crescimento. É essencial acompanhar políticas públicas, condições de financiamento e fluxos de investimento para traduzir tendência positiva em crescimento sustentado e inclusão económica.



