Crise de combustível em Cuba e pressão dos EUA

Resumo: Cuba enfrenta grave escassez de combustível que afeta aviação, hospitais e turismo; acusações mútuas entre Havana, Washington e aliados agravam a crise e mobilizam pedidos de ajuda internacional.
Pontos-chave
Em 10 de fevereiro de 2026, a crise de combustível em Cuba agravou-se com cortes de abastecimento e racionamento amplo; autoridades cubanas apelam a aliados históricos enquanto denúncias se acumulam contra medidas norte-americanas que, segundo Havana, restringem o acesso ao petróleo venezuelano e debilitam serviços essenciais como transporte e abastecimento energético.
O impacto na aviação foi imediato e severo: companhias receberam aviso de suspensão de fornecimento de JetFuel, forçando cancelamentos e mudanças de logística; hoteis e turismo também sofreram cortes e transferências de turistas, enquanto o governo implementa medidas inspiradas no Período Especial para conter o choque econômico.
A retórica diplomática escalou, com a Rússia declarando solidariedade a Cuba e prometendo atuar contra intervenções militares, enquanto os EUA elevam pressão com sanções e rótulos de ameaça; esta disputa internacional intensifica o isolamento energético e complica negociações para manter contratos de fornecimento com países terceiros.
Medidas emergenciais anunciadas por Havana incluem redução de horários hospitalares, encerramento parcial de hotéis e fim temporário da venda de gasóleo; analistas avisam que sem apoio substancial de aliados e soluções imediatas, a escassez pode provocar apagões prolongados, restrições à mobilidade e impacto social profundo.
Apelos a organismos internacionais e a parceiros regionais multiplicam-se, mas a situação permanece volátil entre diplomacia, sanções e solidariedade externa; observadores lembram que soluções dependem tanto de acordos comerciais quanto de descompressão política entre Estados Unidos, Venezuela, Rússia e países fornecedores.



