Demolições no Sequele deixam mais de 500 famílias ao relento e há relatos de duas mortes

Imagem: Ver Angola
Resumo: Moradores do Sequele e a ONG Friends of Angola denunciam que demolições feitas no fim de Setembro deixaram centenas de famílias sem abrigo e provocaram duas mortes; a administração local diz que a intervenção visou repor a legalidade numa reserva fundiária do Estado.
Pontos-chave
Moradores do denominado Bairro Sequele Zero dizem que mais de 500 famílias ficaram ao relento após demolições feitas nas duas últimas semanas de Setembro. Afirmam ainda que houve duas mortes — um recém-nascido e uma mulher por hipertensão — além de dois feridos, enquanto a administração local sustenta que a área é reserva fundiária do Estado destinada a uma zona industrial e que a intervenção foi precedida de avisos e sensibilização.
[1] Ver Angola[2] Ver AngolaA Friends of Angola pediu intervenção urgente do governador do Icolo e Bengo, suspensão imediata das demolições e uma investigação independente às mortes e ferimentos relatados. A ONG diz ter imagens de elementos armados no local e quer esclarecimentos sobre quem ordenou e executou a operação.
[2] Ver Angola
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A Administração Municipal do Sequele afirma que a operação decorreu entre 22 e 25 de Setembro para "reposição da legalidade" e que o terreno não está autorizado para habitação. Já deputados da UNITA condenaram as demolições e alegaram violação de direitos humanos, enquanto a administração diz que os recebeu e que a conversa terminou com tensão.
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