Crise de Educação e Emprego em Angola

Resumo: Angola enfrenta superlotação e falta de professores, e o governo investe em formação técnica e amplia salas para melhorar o acesso à educação e inserir jovens no mercado.
Pontos-chave
Em 2025, Angola enfrenta uma pressão demográfica crescente, com milhões de jovens demandando acesso ao ensino básico. O Presidente admitiu que diversas escolas operam com infraestrutura insuficiente, resultando em crianças sem escola ou em salas improvisadas. O déficit de salas públicas permanece alto, agravado pela localização remota de muitas comunidades e pela escassez de recursos para construção e reabilitação de espaços educativos.
Para enfrentar esses desafios, o Governo alocou 199 milhões de euros para expansão de salas em Luanda e Icolo e Bengo, além de mobilizar 500 milhões de dólares para um programa educacional municipal destinado à construção e reabilitação de escolas. Adicionalmente, incluirá formação e admissão de profissionais. As ações visam reduzir o déficit estrutural e garantir que mais estudantes tenham acesso a instalações seguras e adequadas.
Na mensagem sobre o Estado da Nação, João Lourenço enfatizou a necessidade de direcionar a formação às demandas reais do mercado de trabalho. O governo pretende ampliar instituições de ensino técnico e profissional, priorizando áreas com maior potencial de absorção de mão de obra qualificada. Essa estratégia busca promover a empregabilidade jovem e reduzir o desemprego, adequando cursos a setores como tecnologia, energia e agricultura.
A escassez de docentes levou a Escola Primária n.º 26, em Betatela, a funcionar em turno único, atendendo apenas 338 alunos com quatro professores e quatro salas. Estudantes percorrem até cinco quilômetros diariamente para acessar aulas, e alguns desistem diante do desgaste físico. A superlotação nas turmas agrava o problema, resultando em desafios adicionais de aprendizado e retenção escolar nessa comunidade rural.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar, a implementar no ano letivo de 2025/2026, prevê atender mais de 5 milhões de alunos, oferecendo refeições balanceadas nas escolas. Essa iniciativa poderá contribuir para melhorar a frequência e o desempenho escolar, ao garantir nutrição adequada. Com medidas integradas, espera-se fortalecer o rendimento dos estudantes, reduzir a evasão e apoiar o desenvolvimento socioeconômico de comunidades vulneráveis em todo o país.



