Desemprego em Angola chega a 2,2 milhões

Resumo: Resumo consolidado do INE sobre o quarto trimestre de 2025: 2,2 milhões de desempregados e elevada informalidade. Indicadores servem de base para políticas económicas e sociais.
Pontos-chave
O Instituto Nacional de Estatística divulgou que, no quarto trimestre de 2025, Angola registou cerca de 2,2 milhões de desempregados, cifra que resulta da nova metodologia que inclui a variável da procura activa de emprego. Os dados mostram uma taxa de desemprego em torno de 20% e uma redução percentual face ao trimestre anterior, provocando debate sobre metodologia e impacto social.
Os números do inquérito ao emprego revelam também que a população em idade activa foi estimada em mais de 22 milhões de pessoas, com a população economicamente activa em torno de 11,1 milhões. Em termos de emprego, aproximadamente 8,8 milhões de pessoas declararam ter trabalhado no período de referência, sendo a maioria concentrada em atividades informais e no setor urbano, conforme o relatório do INE.
A informalidade permanece dominante na economia angolana: cerca de 78% dos empregos são informais, com 6,9 milhões de trabalhadores nessa condição. O estudo destaca que os sectores com maior peso empregador são o comércio a retalho e atacado, seguido da agricultura, silvicultura e pesca, e depois transporte e armazenagem, o que evidencia a necessidade de políticas que promovam formalização e proteção social para trabalhadores vulneráveis.
Além do desemprego aberto, o inquérito identifica subemprego por tempo, estimado em 4,7% da população empregada, e uma taxa de subutilização da mão de obra próxima de 46,9%, afetando mais as mulheres do que os homens. Esses indicadores apontam para desemprego visível e oculto, exigindo medidas de criação de empregos de qualidade, formação profissional e apoio a actividades produtivas para reduzir fragilidades económicas.
Ao comentar os resultados, especialistas apelam ao reforço de políticas públicas que favoreçam investimento na produção nacional, especialmente na agricultura, e programas de inclusão laboral para jovens e mulheres. O INE e analistas realçam que a comparabilidade internacional foi aumentada pela nova metodologia, mas sublinham a urgência de medidas estruturantes para transformar números em melhores oportunidades e segurança económica.


